top of page

Carta do Gestor - Fevereiro de 2026

 

Prezados cotistas,

 

       Fevereiro foi mais um mês positivo para os mercados brasileiros. O IBOVESPA subiu 4,10%, acumulando alta de 17,2% no ano. As principais bolsas norte-americanas encerraram fevereiro em queda, com o S&P500 caindo 0,87% e o Nasdaq 2,32%. O Dólar se valorizou 0,67% em relação a cesta de moedas, mas perdeu 2,6% em relação ao Real. Nossos fundos GTI DIMONA, GTI HAIFA e GTI NIMROD terminaram o mês com altas de 4,89%, 4,94% e 6,57%, respectivamente. A rentabilidade dos títulos de 10 anos do tesouro americano caiu 24 pontos base, para 4,01%.

A operação na Venezuela, que abriu o ano de 2026, segue evoluindo sem grandes atenções, aparentemente com os EUA obtendo a colaboração dos atuais encarregados no poder. Se por esse lado do globo tudo pareceu estar mais calmo, o mesmo não pode ser dito em relação ao Oriente Médio. Trump mantinha uma janela de negociações em aberto com o regime iraniano, apesar das fontes indicando que o Irã buscava a retomada de seu Programa Nuclear para fins militares. O prazo dado por Trump ao Irã para que chegassem a um acordo se esgotou e, na sequência, foi iniciada uma operação militar de grande escala, com um ataque conjunto de Israel e dos EUA contra diversas instalações militares no Irã.

  Os ataques dos EUA e de Israel eliminaram parte relevante da cúpula de poder do regime teocrático, incluindo o líder Aiatolá Ali Khamenei e seu filho e primeiro na linha sucessória.  O Irã ameaçou explodir as embarcações que atravessarem o Estreito do Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, principalmente destinado a Índia e a China.

O Governo do Brasil, mais uma vez desperdiçando a oportunidade de se reaproximar dos EUA, se posicionou em defesa do regime terrorista do Irã e contrário aos ataques.

O petróleo subiu quase 3% no mês (a guerra começou no final de semana), na contramão do minério de ferro, com queda de 5,3%. Já os metais preciosos seguiram com forte alta, com o ouro e prata subiram 7,8% e 9,9% respectivamente, enquanto as bitcoins perderam mais 22% de seu valor neste mês.

A Suprema Corte norte-americana entrou em campo, derrubando as tarifas protecionistas impostas pelo governo Trump. O Trump ficou de estudar novos mecanismos que lhe permitam essa tributação. Além de reclamar sobre o risco de os EUA terem que devolver recursos aos países com os quais estão negociando a recuperação de espaço. 

No campo doméstico, o IPCA-15 de fevereiro veio acima das expectativas, implicando numa inflação acumulada de 4,1% nos últimos 12 meses. Junto com a forte alta no preço do petróleo nos primeiros dias de março e as incertezas de escalada no conflito, o tão esperado início no ciclo de cortes na taxa Selic e que vinha animando os mercados domésticos, voltou a ficar sob risco. Não há como, nesse momento, precisar como será a reação do BCB aos últimos eventos.

Os destaques de nosso portfólio neste mês foram as ações da Suzano, com alta de 17,6% e contribuindo com 1,3% do desempenho. Outro bom desempenho foi São Martinho, cujos resultados vieram em linha, mas mostrando que a empresa consegue controlar melhor os seus custos num segmento que tem sofrido por conta da queda de preços no açúcar e alto endividamento. 

Por fim, as ações da Odontoprev tiveram alta de 30,2%, após o anúncio de que o Bradesco irá consolidar toda a sua operação de saúde nas ações da empresa, contribuindo com 1% em nosso desempenho do mês.

Quando investimos em Odontoprev, encontramos uma empresa de alta qualidade e líder no segmento de seguro odontológico, ótimo controle de custos, caixa líquida e distribuía todo seu resultado em dividendos e recompra de ações. Após o fato relevante, o preço das ações subiu rapidamente, refletindo o potencial da nova empresa, Brad-saúde. Pelo percentual que os atuais acionistas da Odontoprev terão na nova empresa, estimávamos em R$ 3,6 bi e 3,8 bi o lucro futuro combinado, o que no preço em que vendemos as ações da empresa, implicaria uma relação aproximada de 13,5 vezes o lucro estimado, enquanto a Odontoprev, negociava próximo de 11,5 vezes. Entendemos que a Brad-saúde tem muito mais risco como negócio do que a Odontoprev e que deveria ser incorporado à nossa modelagem. Preferimos observar esses primeiros passos do lado de fora e se for o caso e o retorno esperado no parecer atrativo em relação ao risco, voltaremos à empresa.

 

 

 Alocação setorial - GTI Dimona Brasil FIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

          Atenciosamente,

André Gordon.


© Todos os direitos reservados para GTI Administração de Recursos LTDA.

bottom of page